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[ARTIGO CIENTÍFICO] Hipotensão pós-exercício aquático e terrestre

December 18, 2017

Estudo realizado por Terblanche & Millen (2012) intitulado “The magnitude and duration of post-exercise hypotension after land and water exercises” teve como objetivo comparar a magnitude e a duração do efeito hipotensivo pós-exercício em 21 homens e mulheres que apresentavam um quadro de pré-hipertensão ou hipertensão instalados por meio de exercícios físicos realizados no ambiente líquido e terrestre.

 

De forma aleatória, os participantes foram submetidos a uma sessão de exercício aquático e outra de exercício terrestre, enquanto o grupo controle se manteve sem exercício físico. Todas as sessões tiveram duração de 55 minutos, sendo que as sessões aquática e terrestre foram realizadas em intensidade que variou entre 60-80% do VO2pico.

 

O exercício aquático envolveu 30 minutos de exercícios de resistência cardiorrespiratória (caminhada, corrida, etc.) alternados com exercícios de resistência muscular localizada na posição ortostática por 25 minutos. Já o exercício terrestre teve início com 10 minutos de exercício aeróbio, seguido de 25 minutos de exercício resistido (p. ex.: leg press, flexora, extensora, supino reto, desenvolvimento de ombros, pulldown, remada, extensão de tríceps e rosca) em 2 séries de 10 repetições com 30 e 90 segundos de descanso entre as séries e os exercícios, respectivamente.

 

As checagens de pressão arterial (PA) ocorreram durante o repouso e após cada sessão com um monitor ambulatorial de PA para monitorização de 24 horas da PA. Durante as 24 horas de aferição da PA os sujeitos foram solicitados a manterem suas rotinas e se absterem da prática de exercício físico.

 

As características dos sujeitos avaliados estão descritas na tabela 1.

Acerca das respostas cardiovasculares às sessões de exercício e controle, as figuras a seguir mostram as alterações da PA sistólica (PAS) (Figura 1) e diastólica (PAD) (Figura 2) ao longo de um dia.

 

 

Figura 1. * Diferença significante entre o exercício terrestre e a sessão controle. + Diferença significante entre exercício terrestre e controle e entre exercício aquático e controle. # Média significantemente menor durante as 24 horas; p<0,05.

 

 

 

 

Figura 2. * Diferença significante entre o exercício terrestre e a sessão controle. + Diferença significante entre exercício terrestre e controle e entre exercício aquático e controle. # Média significantemente menor durante as 24 horas; p<0,05.

 

 

Todas as sessões (exercício e controle) estiveram pareadas quanto aos valores de repouso da PAS. A média de redução da PAS ao longo de 24 horas foi maior após a sessão na terra (14 ± 7,3 mmHg; p < 0,01) e na água (13 ± 7,3 mmHg; p < 0,01) comparado à sessão controle (5 ± 6,7 mmHg); não tendo sido verificada nenhuma redução média da PAS entre as sessões de exercício na terra e na água. Ainda, a queda da PAS após o exercício terrestre ocorreu já na primeira hora pós-exercício, enquanto que para o exercício aquático essa resposta só foi encontrada 4 horas após a sessão.

           

Quando avaliado os períodos diurno e noturno, ambas as sessões de exercício físico (aquático e terrestre) apresentaram hipotensão sistólica no período diurno (7 ± 11,6 mmHg e 7 ± 13,1 mmHg; p = 0,02, respectivamente.). No período noturno também foi verificado hipotensão sistólica, com maiores efeitos hipotensivos encontrados após a sessão de exercício aquático (20 ± 16.8 mmHg; p < 0,01).

           

Para a PAD, as medidas de repouso estavam pareadas, não tendo sido verificado nenhum efeito significante do tratamento (exercício aquático ou terrestre) para a PAD.

 

Os autores sugerem que este é o primeiro estudo a examinar a hipotensão pós-exercício a uma sessão aguda de exercício aquático e apontam terem observado redução significante na PA de indivíduos com PA de repouso elevada similar em magnitude, mas com duração menor comparado ao exercício no meio terrestre; além disso, atestam que o exercício concorrente (combinação de exercício aeróbio e resistido) promoveu reduções clínicas significantes na PA sob condições de vida real. Deste modo, o presente estudo conclui que ambos os protocolos de exercícios (nos ambientes terrestre e aquático) têm efeitos na PAS e PAD pós-exercício, o que é considerado clinicamente significante.

 

Referência (para acessar o artigo original clique aqui)

 

TERBLANCHE, E.; MILLEN, A. M. E. The magnitude and duration of post-exercise hypotension after land and water exercises. European journal of applied physiology, v. 112, n. 12, p. 4111–8, dez. 2012.

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