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[ARTIGO CIENTÍFICO] Hipotensão pós-exercício aquático em idosas hipertensas: ensaio clínico cruzado randomizado

December 25, 2017

Estudo recente publicado por Cunha e colaboradores (CUNHA et al., 2017) intitulado “Post-exercise hypotension after aquatic exercise in older women with hypertension: a randomized crossover clinical trial” teve como objetivo avaliar o efeito do exercício aquático na pressão arterial (PA) de mulheres idosas hipertensas (controladas).

 

A sessão de exercício aquático ocorreu de maneira contínua e foi dividida em aquecimento (5’), parte principal (35’) e volta à calma (5’). A frequência cardíaca (FC) foi mensurada continuamente por monitores de FC. A intensidade da sessão de exercício aquático foi calculada pela fórmula proposta por Kruel e colaboradores (KRUEL et al., 2014) para exercícios realizados no ambiente aquático. Os voluntários que faziam uso de medicação betabloqueadora foram controlados quanto à intensidade do exercício por meio da escala de percepção subjetivo de esforço de Borg (PSE). Quanto a intensidade do exercício, foi adotado para o aquecimento e volta à calma 55-60% da FC máxima (FCmáx) e para a parte principal 70-75% da FCmáx (ou 13-14 da PSE para aqueles medicados com betabloqueadores).

 

A sessão de treinamento do estudo consistiu em 18 grupos de exercícios executados de maneira contínua, cada um com duração média de 2 minutos e 30 segundos. Destes grupos, 4 eram de exercícios de membros superiores, 4 de membros inferiores e 10 foram exercícios combinados (membros superiores e membros inferiores).

 

Como os exercícios foram divididos para cada fase da sessão de exercício:

Aquecimento: dois grupos de exercícios combinados;

Parte principal: quatro exercícios de membros superiores, quatro exercícios de membros inferiores e seis grupos de exercícios combinados;

Volta à calma: não especificado.

 

A sessão controle ocorreu durante 45 minutos sem exercício com os voluntários sentados ou em pé, sendo possível ler, conversar, beber água.

 

Foram monitoradas 21 horas (4 medidas/hora durante o período acordado – 10am-10pm; e 2 medidas/hora durante o período de sono – 10pm-6am) da pressão arterial após as sessões de exercício e controle por meio de um monitor ambulatorial de pressão arterial (MAPA). Para análise dos dados, os autores calcularam as médias da PA hora-a-hora para os períodos acordados e de sono e a média das 21 horas para cada sessão.

Foram recrutadas 33 mulheres para a pesquisa, entretanto, apenas 24 completaram todo o protocolo solicitado pelos pesquisadores. A figura 1 apresenta o fluxograma de seleção e randomização dos participantes.

Figura 1. Fluxograma de seleção e randomização das idosas hipertensas.

 

As características das mulheres idosas avaliadas estão descritas na tabela 1.

 

O presente estudo apresenta redução da PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD) após a sessão de exercício aquático, com as maiores reduções observadas entre 11 e 13 horas após o exercício.     

  

Comparado ao grupo controle, a PAS foi reduzida em: 5,1 ± 1,0 mmHg, na média das 21 horas (p <0,001); 5,7 ± 1,1 mmHg, durante as horas acordadas (p <0,001); e 4,5 ± 0,4 mmHg, durante as horas de sono (p =0,004). Por sua vez, a redução da PAD foi menor após os exercícios aquáticos em relação ao grupo controle: 1,2 ± 0,3 mmHg em 21 horas (p =0,043); 0,9 ± 0,6 mmHg, durante as horas acordadas (p =0,101) e 1,4 ± 0,9 mmHg em horas de sono (p =0,39). Estes resultados estão descritos nas figuras 2 e 3.

Figura 2. Panel A (SBP, systolic blood pressure), p<0.001 for session and time. Panel B (DBP, diastolic blood pressure), p(session)=0.043 and p(time)<0.001. * p<0.05 versus control group during the same period.

 

 

Figure 3. Changes in blood pressure during each exercise session. Panel A: SBP, systolic blood pressure and Panel B: DBP, diastolic blood pressure. Over 21 hours: all period analyzed; Awake: 10 am to 10 pm; Sleep: 10 pm to 6 am.

 

Este estudo mostrou que após uma sessão de exercício aquático contínuo de intensidade moderada, mulheres idosas fisicamente ativas e com a PA controlada foram beneficiadas com a redução da PA. No geral, a PAS foi reduzida em 5mmHg em relação ao grupo controle durante 21 horas após o exercício, resultado este, bastante semelhante ao obtido através de exercícios aeróbicos.

 

Como limitações do estudo, os autores relatam não terem um grupo controle no ambiente aquático e o fato do exercício ter sido realizado em uma piscina aberta, entretanto, os autores consideram essas condições de prática de exercício físico aquático como um cenário de vida real. Além disso, informam que para mensurar a FCmáx foi utilizado um método de estimativa em detrimento de um método direto, como o teste ergométrico, por exemplo. Outra limitação relatada foi a presença de 5 mulheres idosas que faziam uso de medicação betabloqueadora; para elas, os pesquisadores monitoraram a intensidade do exercício com a escala PSE de Borg. Para confirmar os resultados, os pesquisadores realizaram análise estatística com e sem as voluntárias medicadas com betabloqueadores, tendo, ao final, encontrado resultados similares entre as análises.

 

Para acessar o artigo completo, clique aqui.

 

Referências

 

CUNHA, R. M. et al. Post-Exercise Hypotension After Aquatic Exercise in Older Women With Hypertension: A Randomized Crossover Clinical Trial. American journal of hypertension, n. June, p. 1–38, 7 set. 2017.

KRUEL, L. F. M. et al. Using Heart Rate to Prescribe Physical Exercise During Head-Out Water Immersion. Journal of Strength and Conditioning Research, v. 28, n. 1, p. 281–289, jan. 2014.

 

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